domingo, 28 de junho de 2009
Tortura
Seu corpo estava coberto por sangue e grandes hematomas e feridas eram facilmente visíveis. Diversos instrumentos eram utilizados para machucar o corpo da infeliz mulher, desde chicotes a armas cortantes, transformando aquela cena de ultra violência em um macabro e gratuito espetáculo de pura insanidade.
Passados alguns minutos de extrema selvageria, digno do instinto maléfico do ser humano, e um pouco antes da torturada mulher perder os sentidos ou mesmo sua vida se esvair completamente, um vulto de grande estatura repentinamente apareceu atrás do agressor e, munido de um machado afiadíssimo, arrancou-lhe a cabeça em um só golpe, arremessando-a longe e jorrando sangue para todos os lados. O corpo sem cabeça do agressor estremeceu por breves instantes e desabou violentamente no chão.
A mulher, ainda levemente consciente, conseguiu abrir os olhos com dificuldade e visualizou seu agressor morto ao chão e antes mesmo de esboçar alguma pequena reação de alívio, ela olhou para o outro homem que a salvou e este, com um semblante sarcástico no rosto, enfiou-lhe o machado no centro da cabeça de cima para baixo com tanta força que chegou até a atingir o tórax, espalhando mais sangue e pedaços de cérebro ao redor. Satisfeito, o novo assassino consumou sua vingança, eliminando dolorosamente sua esposa e o amante ao mesmo tempo.
domingo, 21 de junho de 2009
Noite Infernal
Isto se passou há 12 anos, tinha eu 7 anos. Eu era um garoto rebelde, e meu pai já não sabia o que fazer para me obrigar a modificar.
Minha relação com ele também não era das melhores, de maneira que houve um dia, após uma discussão particularmente violenta, eu saí de casa determinado a não voltar (tinha 7 anos).
Isto passou-se por volta das 17h e 30m. Saí de casa e fui virado a um pinhal não muito longe de minha casa. Não dei por conta de escurecer, mas é certo que de repente me vi rodeado de escuridão. Para onde quer que eu olhe só via árvores, arbustos e mato. Comecei a ficar com medo, e foi então que tudo começou...
Comecei a ouvir uns gemidos, seguidos de barulhos de passos. Reuni a pouca coragem que restava e gritei:
– Quem está aí?
A única resposta que obtive foi uma gargalhada de gelar o sangue. Comecei a correr, a correr, cada vez mais depressa, sem destino... Pouco me importava para onde ia, só queria sair dali... Quando comecei a avistar uma claridade azul, cada vez mais forte á medida que me aproximava dela... E foi então que vi... Por entre duas árvores retorcidas, vi o que me pareceu uma porta, uma espécie de portal, delineado a azul, uma luz intensa.
Peguei numa pedra, e atirei-a de encontro á tal abertura, mas a pedra se entrou, não tornou a sair. Não ouvi o barulho da pedra a cair do lado de lá, de maneira a que deduzo que terá tido outro fim. Se eu estava assustado, com isto entrei em pânico, mas não conseguia arredar o pé dali.
Comecei a ouvir barulhos, restolhadas de folhas na minha direção, de maneira a que me escondi atrás de um arbusto. Começaram a aparecer vultos de todos os lados, concentrando-se todos em frente á "porta". E foi então que senti uma dor forte na nuca, que me fez perder os sentidos... No dia seguinte, acordo com o meu pai a olhar para mim.
– Estás bem? – disse-me ele, e pegou em mim e levou-me para fora dali. Nunca soube o que realmente me aconteceu, nem o que tinha presenciado na noite anterior, mas certo é que, além de 17 pontos na cabeça, nunca mais tornei a entrar naquele sítio, e de há dois anos para cá, já desapareceram duas pessoas naquele pinhal, tendo sido uma delas encontrada morta, completamente desfigurada.
O que se esconde por detrás daquelas árvores? Que segredo encerra aquele pinhal? Vou terminar o meu relato com uma frase conhecida: "A verdade anda por aí". Por mim até pode andar. Mas não hei de ser eu a descobri-la.