domingo, 28 de junho de 2009
Tortura
Seu corpo estava coberto por sangue e grandes hematomas e feridas eram facilmente visíveis. Diversos instrumentos eram utilizados para machucar o corpo da infeliz mulher, desde chicotes a armas cortantes, transformando aquela cena de ultra violência em um macabro e gratuito espetáculo de pura insanidade.
Passados alguns minutos de extrema selvageria, digno do instinto maléfico do ser humano, e um pouco antes da torturada mulher perder os sentidos ou mesmo sua vida se esvair completamente, um vulto de grande estatura repentinamente apareceu atrás do agressor e, munido de um machado afiadíssimo, arrancou-lhe a cabeça em um só golpe, arremessando-a longe e jorrando sangue para todos os lados. O corpo sem cabeça do agressor estremeceu por breves instantes e desabou violentamente no chão.
A mulher, ainda levemente consciente, conseguiu abrir os olhos com dificuldade e visualizou seu agressor morto ao chão e antes mesmo de esboçar alguma pequena reação de alívio, ela olhou para o outro homem que a salvou e este, com um semblante sarcástico no rosto, enfiou-lhe o machado no centro da cabeça de cima para baixo com tanta força que chegou até a atingir o tórax, espalhando mais sangue e pedaços de cérebro ao redor. Satisfeito, o novo assassino consumou sua vingança, eliminando dolorosamente sua esposa e o amante ao mesmo tempo.
sábado, 27 de junho de 2009
Cinofobia
Ao longe, ele divisou três enormes cães. Um deles notou também sua presença e veio correndo ao seu encontro. Ele esgueirou-se na parede e virou a primeira viela que encontrou. Quem sabe, os cães não o notassem ali.
Assim que o olhar raivoso de um dos cães o percebeu ali, ele notou então que a viela era sem saída. Depois, surgiram ameaçadores os outros dois cães, rosnando com raiva, como se ele fosse um intruso naquele território que era só deles.
No céu, a mortalha negra de uma nuvem que acortinava a lua, foi-se afastando, exalando toda prata daquela lua cheia. No clarão, ele pode distinguir melhor os três cães que avançavam em sua direção.
Não correu. Não esboçou qualquer temor. Esperou que os cães se aproximassem e um a um foi destroçando com suas garras e dentes. Espalhando suas carnes e sangue por toda viela.
Se pudesse compor qualquer pensamento racional naquele momento, ele talvez reconhecesse que os cães tiveram o que mereciam, pois haviam invadido seu território. Mas, naquele momento, sob aquela lua airosa, ele não podia compor qualquer pensamento racional.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
A Maldição Do Lobisomem
Um dia, o coronel Tobias, seu patrão, tomou-lhe o pouco de terra que ainda tinha por causa de dívidas. A coisa funcionava mais ou menos assim: Francisco trabalhava em regime de semi-escravidão para Tobias.. Em troca, o pobre homem recebia um punhado de terras mais o resto da comida da Casa Grande que era dividida por todos os capangas, peões, etc.
O que era consumido a mais por Francisco, como vestimentas e um pouco mais de alimentos para sua família se transformava em dívidas que se acumularam ao ponto de Tobias tomar todos os bens do famigerado homem.
A gota d'agua para a expulsão de Francisco da fazenda foi a descoberta de pequenos furtos de alimentos. Nada que um homem desesperado para alimentar seus filhos não faria.
Francisco perdeu tudo... Até a Fé. E num ato de desespero foi procurar algum milagre na mansão de Zé do Demo.
Zé do Demo recebeu esse apelido do povo do vilarejo quando previu um dilúvio que acabaria com toda a plantação daquele sertão árido.
Desde aquela visita tudo na vida de Francisco mudou. Ele conseguiu uma casa pra morar e um punhado de terras para plantar.
Porém naquelas terras nada florescia. Francisco não tinha mais compaixão com sua família e a violência passou a imperar dentro daquele casebre.
Coincidentemente, toda noite de lua cheia, o vilarejo passou a ser aterrorizado por um ser peludo, com garras afiadíssimas, meio homem, meio fera, chamado de... Lobisomem!
A lenda correu todo o sertão. Todos ouviram falar sobre o homem que vendeu sua alma ao diabo em troca de um punhado de terras e sofreu uma maldição, aterrorizando o seu vilarejo em busca de sangue, com pele de lobo.
O vilarejo ficou praticamente abandonado. Os poucos sobreviventes tentavam fugir. Muitos não tinham para onde ir.
Uma criança foi deixada para trás por pais desesperados. Chorava no meio da rua. Sua casa foi destruída. Ela se sentia só. Era noite e a lua estava cheia.
Subitamente, o garoto ergue os olhos embebidos de lágrimas e enxerga uma figura horripilante e sedenta vindo por trás da penumbra!
O menino não pode fazer mais nada a não ser fechar os olhos e esperar que sua morte seja mais rápida possível.
Porém algo inexplicável acontece. O monstro para frente ao garoto indefeso.
Grita muito, rosna, mas não ataca. Parece que uma luta é travada, por horas e horas, dentro da fera. Então, ao amanhecer... a criança continua encolhida. Não há mais lágrimas em seus olhos. O corpo nu de Francisco está ao seu lado ajoelhado e cabisbaixo. A poeira baixou.
Desde aquele dia, no qual o lobisomem se deparou pela primeira vez com um ser humano indefeso que não esboçou reação nenhuma, Francisco recuperou a sua humanidade e a sua fé.
O vilarejo fantasma nunca mais voltou a ser o mesmo. Francisco recuperou o que restava de sua família e partiu em busca de uma nova vida, pregando, por onde passava, a palavra de Deus.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
A Morte Bate A Porta
– Eu dúvido que o Marcio entre no cemitério a meia noite.
Marcio então respondeu ao amigo:
– Aceito o desafio e não só entro como ainda trago algo para comprovar que estive lá.
Então a meia noite ambos foram ao portão do cemitério, o amigo para ver com seus próprios olhos que Marcio entraria. Marcio entra, e o amigo assustado com a escuridão corre de volta para casa e fica lá com os amigos esperando o retorno de Marcio.
Marcio com muito medo, começa a ouvir passos e vozes, olha para traz e vê somente uma enorme escuridão, com muito medo, arranca logo uma cruz do cemitério e corre desesperado de volta para casa... ao sair do cemitério ao longe escuta gritos de desespero.
Chegando em meio ao amigos, entra em casa sorridente e mostrando a todos sua coragem, com aquela cruz na mão, prova ao amigo que não tem medo de mortos. Os dois ficam rindo da aposta... quando adentra em casa um dos amigos dizendo:
– Marcio, o João Alves está ai fora te procurando... ele veio buscar algo dele que está com você.
Marcio olha desesperado para o amigo e diz:
– Mas eu não conheço nenhum João Alves.
No mesmo instante os dois olham para a cruz e para espanto dos dois, na lápide havia o nome... "João Alves".
terça-feira, 23 de junho de 2009
A Fã
Conta-se que ha mais ou menos uns 9 anos atrás, houve um show da banda Legião Urbana em São Paulo, e que uma garota que morava na Zona Leste da cidade, mais precisamente no bairro da Penha, era muito fã da banda, e nunca tinha ido a um show deles. No dia do show ela combinou com seu namorado e alguns amigos de se encontrarem em frente ao cemitério do bairro, como faziam sempre que saíam. Pouco antes do show, se encontraram no local e foram para o show. No meio do evento, a garota sentiu-se mal e foi ao banheiro, quando voltou encontrou seu namorado aos beijos com sua amiga. Abalada com o fato, ela saiu no meio do show e foi para casa. Bem em frente ao cemitério do bairro onde costumavam se encontrar, ela resolve parar, e tomar uma atitude pouco inteligente. Ela se atirou contra um ônibus que vinha em alta velocidade na avenida que passa em frente ao cemitério, os mais velhos do bairro contam que ela morreu brutalmente esmagada entre as rodas do ônibus. Pelo fato dela ter cometido suicídio, dizem que seu espírito vaga até hoje em frente ao cemitério toda sexta feira entre 23:00 e 23:30 devido ao horário de sua morte. Bom, gente, essa é a história, mas o que me fez acreditar nela foi exatamente o fato de eu querer comprovar a história. Como hoje eu moro na Zona Leste de São Paulo e perto do bairro da Penha, eu fui, em um dia desses passar a noite no apartamento de um amigo meu que mora praticamente em frente ao cemitério onde deu origem a historia. Exatamente às 23:00, saímos do apartamento e fomos para frente do cemitério, quando começamos a andar na calçada de frente pro cemitério vimos uma garota sentada na guia da calçada pouco mais a frente de nós. Ela estava abraçada aos seus joelhos quando levantou a cabeça, nos olhou e nos pediu um cigarro. Eu cedi um cigarro a ela e já tendo a certeza de que aquela historia não passava de besteira, mas ainda com um pouco de cautela, eu quis conversar com ela e perguntei se ela estava sozinha. Ela me respondeu que sim, mas estava esperando o namorado. Com um pouco de pressa eu me despedi dela e, seguimos o nosso caminho, logo depois que eu me virei e comecei a ir embora, ela começou a cantar uma musica da Legião Urbana, foi então que nos viramos para olhar a garota cantar, então levamos um susto, a avenida estava deserta sem ninguém e nenhum carro a vista e mesmo assim a voz da garota continuava a cantar sempre o mesmo refrão:
“ É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ... ”
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Eu, Vampiro?
Aquela poderia ser uma manhã qualquer não fosse o fato de a campainha tocar às 8 horas e tirar o conde da cama. Acostumado a dormir até mais tarde, ele teve de colocar seu roupão de cetim azul para atender à porta. Uma nesga de luz solar penetrou nos seus olhos, ofuscando sua visão. Mesmo assim, ele pode distinguir o vulto de várias pessoas que se acotovelavam junto à soleira da porta. Vizinhos conhecidos de vista e estranhos, alguns com archotes acesos nas mãos, incoerentemente com a vasta luz solar da manhã. À frente da turba assanhada, ele reconheceu o dr. Martim, delegado titular da cidadezinha de Retiro Santo.
– Conde Milos, desculpe o importúnio a estas horas... – disse sorrindo o delegado.
– Importúnio algum, dr. Martim! – sorriu gentilmente o conde – Queira entrar e fique à vontade.
Alguns dos que acompanhavam o delegado manifestaram sua intenção de também adentrar na casa, mas o delegado permitiu apenas que dois deles o fizessem. Um deles, o conde já havia visto, era o Juriti, empregado da vendinha onde o conde costumava comprar seus charutos. Ele trazia nas mãos uma estaca pontiaguda. O outro – um mulato magro de olhos esbugalhados de espanto – segurava nervosamente alguma coisa embrulhada num pano de saco de aliagem.
– Mas a que devo a visita? – perguntou o conde, oferecendo assento numa das poltronas das sala.
– Infelizmente, conde, minha visita não é de cortesia. Eu gostaria que o senhor me acompanhasse até a delegacia para responder a umas perguntas...
– Infelizmente não posso fazê-lo, pois não costumo sair à luz do dia – respondeu o conde.
– Viu só? Viu só? – gritou o mulato assustado, cutucando o delegado.
– Cuidado com ele! – advertiu o Juriti.
O delegado olhou contrariado para seus dois acompanhantes e continuou:
– Bem, assim sendo, acho que posso adiantar as investigações aqui mesmo.
– Pergunta pra ele por que ele não pode sair à luz do dia! – cutucou o Juriti.
O delegado se impacientou:
– Ou vocês me deixam conduzir as diligências ou eu boto os dois para fora daqui!
Depois, voltou a sorrir para o conde:
– Mas, à propósito: o que o impede de sair à luz do dia?
– Como o senhor pode ver, delegado, eu sou completamente albino, os raios do sol fazem mal à minha pele. Além do mais tenho propensão a câncer de pele... – explicou o conde.
– Claro, claro! É compreensível. Mas vamos direto ao assunto: o senhor conheceu Carla Martina, dançarina do "Exciting nights"?
– Não estou ligando o nome à pessoa... – considerou o conde.
– O senhor chupou ela! – gritou o mulato nervosamente assustado.
O conde corou visivelmente as maçãs do seu rosto lívido e sorriu sem graça para o delegado.
– Doutor, eu me reservo o direito de não comentar meus relacionamentos íntimos... – disse ele.
– O senhor me desculpe, conde, cidade pequena, o senhor sabe como é... Esse pessoal é supersticioso demais... Estão acusando o senhor...
– O senhor é vampiro! – adiantou-se o Juriti erguendo a estaca de sua mão.
– Perdão, delegado, receio não ter entendido direito do que me acusam... – disse o conde.
– Eu boto vocês dois para fora daqui já! – gritou o delegado para os dois acusadores – não vou tolerar mais interrupções!
– Mas explique-me melhor o que está acontecendo, doutor. Eu já fui várias vezes ao "Exciting Nights", mas não conheço a pessoa a quem o senhor se referiu...
– Carla Martina. Foi encontrada morta nesta madrugada num terreno baldio atrás do cartório. Tinha dois furos profundos na garganta e estava totalmente sem sangue...
– Manda ele arreganhar os dentes, manda! – sussurou o mulato.
O conde ouviu isso e abriu uma sonora gargalhada. Não era preciso ser bom observador para ver que o conde tinha os dentes perfeitamente normais.
– Tá se rindo? – disse o mulato, levantando-se do sofá e desembrulhando o que trazia nas mãos pois eu tenho uma surpresinha para o senhor.
Dizendo isso, ele avançou para cima do conde, adiantando uma enorme cruz de madeira.
Refeito do susto pela ação intempestiva do rapaz, o conde comentou:
– Obrigado, mas não estou interessado em mais uma cruz. Eu já tenho várias na minha vida – E, com as mãos, ele mostrou as paredes da casa onde se destacavam vários crucifixos ricamente trabalhados, evidenciando a mania do conde de colecionar cruzes e crucifixos.
– Pra mim já chega! – gritou o delegado, levantando-se de supetão do sofá. – Vocês estão me fazendo passar um ridículo aqui...
Dizendo isso, ele abriu a porta e colocou os dois capiaus para fora de lá. Com gestos das mãos dispensou os curiosos que aguardavam lá fora e fechou a porta, ficando a sós com o conde.
– Até agora, eu não entendi direito qual a acusação que pesa sobre mim... – comentou o conde.
– Essa gente parece não ter mais o que fazer! – disse o delegado. – Eles cismaram que tem um vampiro atacando na cidade. E como o senhor é novo por aqui, o senhor sabe...
O conde riu às gargalhadas:
– A queixa devia vir dos meus empregados. O que eu sugo do sangue dos coitados, fazendo-os trabalhar muitas vezes além do horário. Mas eles são gentilmente remunerados!
– Ainda bem que o senhor leva tudo na esportiva! Eu estou constrangido por ter me abalado até aqui por uma acusação dessas. – sorriu apologético o delegado.
– Já que está aqui, doutor, permita-me oferecer-lhe um cálice de vinho da minha adega. – propôs o conde, levantando-se.
Com isso, ele conduziu o delegado até o porão onde apresentou sua adega farta de toda qualidade de vinhos.
– Desde que tomei posse do cargo nesta cidadezinha – comentou o dr. Martim – eu vi que o pessoal daqui era muito simples e crédulo demais... Foi em meados de...
– 1960? 1950? – perguntou o conde.
– Não! Eu não sou tão velho assim... Foi em 1978.
– Eu me referia à safra do vinho. – sorriu o conde.
– Ah! Desculpe-me... Se tiver um tinto da safra de 52 eu agradeceria.
– Tinto... aqui está! Uma boa safra essa, sem dúvidas – disse o conde pegando uma garrafa – pode ficar com ela. Eu aprecio mais o vinho branco.
Dizendo isso, o conde acompanhou até a porta sua visita inesperada que agradeceu e saiu com a garrafa de vinho debaixo do braço.
Depois, o conde dirigiu-se ao seu quarto, tirou o roupão e voltou a deitar-se na cama
"Admiro um bom apreciador de vinhos" – pensou ele.
Como havia perdido o sono, pegou um livro sobre vampirismo e pôs-se a ler. Depois, levantou-se, foi até a cozinha e abriu a geladeira. Sorriu, lembrando-se do ocorrido daquela manhã.
– Eu, vampiro... Esse pessoal é mesmo ascético demais. – disse para si mesmo – Mas até que seria bom se eu fosse mesmo um vampiro.
Com isso, ele pegou da geladeira uma bombinha de sucção com dois tubinhos e agulhas nas pontas.
– Seria bem mais prático, com toda certeza. – sorriu ele, enquanto lambia das agulhas da bombinha um resto de sangue que ainda não havia coagulado.
domingo, 21 de junho de 2009
O Amuleto de Hades
Já era meia-noite quando o casal de namorados Lidya e Erick, pulam o muro do cemitério, a noite é fria e a grande lua cheia brilha intensamente no energizado céu estrelado.
Olhando para o céu é possível ver algumas constelações, mas o casal não queria ir até o cemitério apenas para admirar estrelas ou qualquer outra coisa mágica que jazia naquela noite.
Seus planos eram outros...
Lidya, uma garota de 16 anos, branca, longos cabelos loiros e anelados, nesta noite ela usa botas negras com adereços de metal, uma curta saia negra que permite-se contemplar tuas belas e torneadas pernas e coxas. Ela também usa uma camisa negra com um pentagrama estampado na frente, um bracelete de couro em cada braço com adereços de metal e lantejoulas. Em seus dedos vários anéis de aspecto sinistros e horrendos.
Em sua bela e delicada face um brilho de poder e desejo.
Um lindo brilho rosa dava a seus lábios um tom feminino e sensual.
Em seus lindos olhos verdes jazia um brilho provocante e ao mesmo tempo melancólico.
Ela também usava sombra, deixando sua expressão sombria, mas sem perder a delicadeza e o seu charme.
O brilho da grande lua cheia dava a Lidya um brilho especial, é como se sua beleza brilhasse intensamente entre o céu e a terra.
Já seu namorado Erick, um garoto de 19 anos, branco, longos cabelos negros e lisos, nesta noite ele usa botas negras com adereços de metal, uma calça de couro negra que permitia ver nitidamente o contorno de seus músculos das pernas e das coxas. Ele também usava uma camisa negra com um pentagrama estampado na frente, um bracelete de couro com adereços de metal em cada braço, e em suas mãos uma luva negra lhe ocultava as mãos.
Em sua face refletia uma expressão calma e delicada.
Seus lábios levemente brilhantes e de uma cor avermelhada e sensual.
Seus olhos parecem ser o leito de um lago que refletem o brilho da energizada lua cheia em meio às estrelas brilhantes no céu. Para completar seu visual sombrio e sensual, ele usa um lenço negro em sua cabeça, no lenço há vários desenhos de caveiras.
Erick ainda carregava em suas costas uma mochila, esta também da cor negra.
Então o casal que transparecia todo o seu amor e paixão começou a se beijar. Mas aquilo era mais que um beijo, eles estavam mais unidos.
Era como se seus olhos fossem as janelas de suas almas, e suas bocas fossem as portas, e assim naqueles calorosos e apaixonado beijos era como se suas almas se encontrassem e desfrutassem junto este amor energizado de prazer e calor.
Após um longo e prazeroso beijo, eles decidem por fim limitarem-se a seus afazeres; realizar uma espécie de ritual de magia negra, para evocar espíritos diabólicos de demônios e espectros.
Esvaziando a mochila que Erick carregava, eles preparam o cenário para o ritual; um longo pano preto também com a figura do penta grama estampado é forrado sobre o chão, nas quatro pontas do pano são colocadas 4 velas, 2 negras e 2 vermelhas.
Após acenderem as quatro velas, eles começam a ler um livro, grosso, pesado, de capa preta e a mesma imagem do penta grama na capa.
Lidya e Erick lendo o livro juntos e em voz alta, eles diziam: “Ó senhor do vale das sombras, espectro guardião do mundo das trevas, vós que sois Minos, um dos três titãs do império de sua majestade Hades Samma. Nós vos envocamos nesta hora morta, pois precisamos de vossa majestade.”
Após alguns breves segundos de total silêncio, eis que emerge-se das trevas um ser sombrio, envolvido em um forte cheiro de enxofre, a face submersa em trevas e as órbitas vermelhas e de um diabólico e forte brilho.
Que era aquilo senão a própria imagem do demônio?!
Os jovens ficaram trêmulos e completamente tomado pelo horror, eles estavam a mercê daquele ser pavoroso e sombrio.
– Minos!? Proferiu por fim Erick com um certo espanto e medo.
Por fim aquele ser diabólico e sobretudo mistérioso disse: – Sim. Eu sou Minos, um dos três titãs do mundo das trevas. Eu fui guiado até aqui através de teus chamados, então digam o que vocês querem de mim!
Após ouvir aquela estridente e majestosa voz de Minos, Lidya levantou-se e disse: – Nós te envocamos pois só você pode nós dar o amuleto do mundo das trevas, conhecido como “amuleto de Hades”, para que assim possamos ter nossos desejos realizados.
– Então é isso... – Começou Minos enquanto olhava fixamente os dois jovens, que agora estavam sentados meio aos túmulos. Está bem, pegue! – Disse Minos jogando um punhal de uma cor roxa e brilhante nas mãos de Lidya. Esta o pegou, empunhando-o firmimente.
– O que é isso? Um punhal? – Perguntou Lidya muito surpresa.
– Para que ê esse punhal? – Perguntou também Erick muito surpreso.
Então Minos respondeu: – Em troca do poderoso amuleto de Hades é preciso ser realizado um sacrifício humano. Esta é a regra imposta por vossa majestade Hades Samma.
– Mas o quê?! um sacrifício?! Eu não vou matar ninguém. – Protestou severamente Erick, levantando e encarando Minos.
Este lhe respondeu friamente: – Acalme-se. Você não vai precisar matar ninguém, sua namorada o fará. Não é Lidya?
– Sim. – Respondeu Lidya com um tom de voz profundo e um olhar diabólico e em seguida endagada do punhal que recebera de Minos, a garota começou a perfurar Erick pela retaguarda, até que este tombou-se sobre o chão, já morto.
Parada com o punhal ainda endagado e pingando o sangue ainda quente de Erick, os seus olhos que haviam sido tomados por um vermelho malígno, agora voltaram ao normal e se encheram de lágrimas.
– Meu Deus! O que é que eu fiz? Eu não queria matar o Erick, eu o amo tanto... Minos seu desgraçado, foi você que me fez matá-lo? Não foi? – Perguntou aos gritos e choros Lidya.
– Eu não enganei vocês seus tolos, era preciso realmente um sacrifício humano em troca do amuleto de Hades. Então aqui está. – Disse Minos e depois lhe entregou o amuleto de Hades.
Um amuleto de uma cor roxa e brilhante, com uma face estampada semelhante a de um dragão, e escrito “YOURS EVER”, que significa “ETERNAMENTE SUA”.
– Mas de que me adianta ter este amuleto se não tenho mais aquele que eu tanto amo que é o Erick? – Perguntou Lidya profundamente magoada e triste, enquanto segurava o corpo ensanguentado de Erick em seus braços.
Já virado de costa para a Lidya e se preparando para retornar ao mundo das trevas, Minos disse, num tom de voz calmo e profundo, quase sussurrando: – Lembre-se, este é o amuleto de Hades, que foi feito com as sapuris, o diamante do mundo das trevas e têm o poder de realizar desejos a seu possuidor, assim sendo ele também pode devolver a vida aos mortos.